logo
Bem-Estar
     

30/03/2017
Fique de olho: seu consumo diário de sal pode estar muito acima do aconselhado, para desespero dos seus rins

Consumo máximo deve ser de uma colher de chá por dia, segundo OMS

Você não precisa ser um ‘masterchef’ de reality show para ter ouvido a expressão ‘uma pitadinha de sal’ em algum momento da vida. E o diminutivo faz todo sentido. Muito embora paladares variem e há quem goste de alimentos mais ou menos salgados, uma coisa é comum para absolutamente todas as pessoas: o consumo de sódio, elemento-base do produto, precisa ser limitado e não deve ultrapassar 2g diárias.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), esse total equivale a 5g de sal por dia – ou, de forma mais prática, uma colherzinha de chá. Isso mesmo. E há um agravante nesses dados: sabe-se que o brasileiro, por exemplo, alcança total seis vezes superior a esse em suas refeições. Além dos hábitos, um fator de influência nesse cenário é o desconhecimento sobre a presença de sódio em itens que, no dia a dia, não parecem suspeitos.

Fórmulas industrializadas de bolo, que alardeiam praticidade no preparo, por exemplo, têm sal. O mesmo vale para o biscoito recheado, mesmo tendo o sabor evidentemente doce. Quem foge da alimentação regrada e é adepto de sabores artificias ou processados, portanto, precisa ficar de olho.

De guloseima em guloseima, o total recomendado de sódio/sal é ultrapassado com rapidez. Motivo de alerta para o Ministério de Saúde. Em 2017, uma parceria entre a pasta e a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia) completa seis anos. Nesse período, resultou na retirada de pelo menos 15 mil toneladas de sódio em produtos alimentícios, equivalendo a cerca de 4 mil caminhões de 10 toneladas carregados com sal.

Segundo levantamento do órgão brasileiro, “o total preencheria mais de 52km de uma estrada com todos os caminhões alinhados. A meta é que, até 2020, as indústrias do setor promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal do mercado brasileiro”.

Tudo isso envolve questões importantes de Saúde Pública. O alto consumo de sal está diretamente associado, por exemplo, à hipertensão. A doença afeta 25% da população nacional. Não é, porém, um problema isolado. “O uso excessivo de sódio é fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis, que atualmente respondem por 72% dos óbitos no Brasil. Com a diminuição da prática, será possível reduzir até 15% óbitos por AVC e 10% óbitos por infarto, segundo cálculos da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Com isso, mais de 1,5 milhão de pessoas estarão livres de medicação”, aponta o Ministério. 

Em artigo sobre o assunto, o portal Bem-Estar explica o porquê dessas relações: “A função dos rins é eliminar o excesso de sais do corpo humano, mas eles têm um limite. O que os rins não conseguem eliminar fica na corrente sanguínea. Quando os vasos sanguíneos ficam cheios de sódio, eles começam a puxar mais água, o que é um processo químico natural”.

E mais: “Com a retenção do líquido, aumenta o volume dentro dos vasos, e consequentemente a pressão também aumenta. O coração passa a bombear o sangue mais rapidamente.

Isso é uma sobrecarga do sistema circulatório e, aos poucos, prejudica a oxigenação das células e machuca a parede dos vasos – sem causar dor, por isso é uma doença silenciosa. Sobrecarregadas, essas artérias podem sofrer algum estreitamente repentino e entupir. Se isso ocorre no cérebro, é um AVC; se ocorre no coração, é um infarto”.

Quer mudar hábitos e reduzir riscos? Clicando aqui você encontra sugestões saudáveis para temperar suas srefeições.

WhatsApp Email LinkedIn Google+