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Especial Sonhos
     

31/10/2017
Sonhar, apostar e se realizar em casa: a trajetória de Dayane Silva

Desde que 'se entende por gente', a jovem Day não esconde a paixão por números, finanças, sustentabilidade. E foi somando coragem a persistência que multiplicou possibilidades, diminuiu barreiras e se realizou no cooperativismo

Foto e arte: Deividson Costa

Três coisas são naturais e fáceis para a cientista contábil Dayane Aparecida Silva (a Day): simpatia, sorriso e memória. Tanto o é que diz, rindo e certeira, a data em que começou a trabalhar no Centro Administrativo (CAD) do Sicoob Credivertentes.

Em 6 de novembro de 2015, as portas se abriram pela primeira vez para a jovem que passaria os próximos meses recepcionando com carinho quem passasse por lá, fossem colaboradores ou visitantes. Foi ela, também, a voz prestativa e acolhedora atendendo dezenas de telefonemas e prestando centenas de informações a empreendedores todos os dias até julho deste ano, quando passou a integrar a Contabilidade da cooperativa. 

E pra quem pergunta onde tudo isso se encaixa no especial do nosso site, a resposta é simples: Dayane sempre nutriu o sonho de trabalhar em uma instituição financeira. Aliás, passou boa parte da vida profissional lidando com fluxos de caixa até chegar à Credi, onde juntou três aptidões – a formação em Ciências Contábeis, a paixão por números e a empatia com o público. 

Fácil, no entanto, não foi.

 

História

Do DNA é que não veio o amor por contas, cifras, equilíbrio e sustentabilidade. “Não há ninguém na minha família trabalhando no setor. Também não sei explicar de onde veio meu sonho de me envolver com finanças. Mas desde bem criancinha havia em mim a vontade de fazer isso. Quando passava por bancos, observava o trabalho, me via mexendo com documentos, moedas e conversando com as pessoas, mesmo sendo extremamente tímida”, conta.

E foi batalhando com a dificuldade de interagir que venceu bloqueios e foi parar no comércio. Inclusive fora de São Tiago. “A gente crescia com a ideia de que não haviam muitas oportunidades aqui. Então fui morar em Tiradentes, passei por Divinópolis. Foram experiências ótimas porque me fortaleceram. Por outro lado, havia também uma vontade grande de estar perto da família”, relembra.

Na terra natal, aliás, atuou no Forno na Praça e, mais tarde, em uma padaria. Não demorou a encontrar um edital da Credivertentes e decidir se inscrever. O patrão da época, no entanto, não permitiu que participasse do processo seletivo. “Fiquei frustrada. No entanto, não demorou a surgir outra oportunidade. Vim com a cara, a coragem e muita teimosia. Passei. O resto foi história, crescimento e realização. Estou realmente feliz”, narra Dayane, que conciliou o trabalho à jornada estudantil.

“Passa manhãs e tardes na cooperativa, à noite viajava para São João del-Rei, frequentava a faculdade. Era cansativo, mas representava uma conquista, minha independência, formação. E espero ir ainda mais longe”, encerra.

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