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Especial 30 anos
     

14/07/2017
Ousadia calculada, rotinas bem orientadas, equilíbrio garantido: conheça nosso Departamento de Controle Interno e Riscos

Nossa cooperativa foi constituída, em ata, no 27 de agosto de 1986. Abriu as portas dez meses mais tarde, no dia 16 de junho de 1987. E é essa a data que comemoramos com matérias especiais. Todas contando as histórias de homens e mulheres que fizeram a diferença em três décadas de funcionamento da Credi, que segue de portas sempre abertas

Hélder Resende e Uemerson Oliveira - Fotos: Deividson Costa / Arte: Aléssio Pires

Riscos. Na vida pessoal ou no mercado, está aí uma palavra inerente a decisões que todos tomamos. E que mesmo tão presente às nossas respostas ao “ser ou não ser”, causa calafrios. Há quem recue em situações arriscadas. Há quem siga em frente.

Hélder Resende e Uemerson Oliveira representam exatamente o meio-termo nesse cenário. O primeiro, com mais de 30 anos de experiência no universo financeiro, é agente; o segundo, há quase uma década atuando na área, é analista em uma das áreas de maior impacto na Credivertentes: o Departamento de Controle Interno e Riscos. Localizado em uma sala no terceiro andar do Centro Administrativo da cooperativa, o setor é maior do que realmente parece e transcende as pilhas de papel, com gráficos, regimentos e relatórios.

Além disso, o trabalho de um complementa o do outro, em uma via de mão dupla tão literal que, ao serem abordados para entrevista à redação da revista Vertentes Cultural, no final de 2016, optaram por responder juntos a todas as perguntas.

 

Vertentes Cultural – Como é, para vocês, lidar com um termo tão múltiplo – e para alguns, assustador – como “riscos”?

Uemerson Oliveira – Bem como você mencionou, de fato falar em “riscos” requer considerar um conjunto enorme de questões dentro do cotidiano financeiro. Só para citar alguns pontos, lidamos, mensuramos, analisamos e criamos aperfeiçoamentos para todas as rotinas que envolvem Risco Operacional, Risco de Liquidez e até mesmo Risco de imagem, só para citar alguns. No caso deste último, vamos usar como exemplo os cheques. Se uma agencia se torna negligente na cessão de talões, desrespeitando critérios básicos para isso, a propensão a cheques devolvidos se torna grande. Nesse cenário, a imagem arranhada não é apenas de quem o assinou e repassou no mercado sem ter dinheiro em conta, mas da própria instituição caso situações assim se repitam várias vezes. Na prática, com o tempo, o comércio vai passar a duvidar da idoneidade da instituição financeira em si e, para evitar transtornos, recusar cheques vindos de lá. É aí que a imagem se arranha. E é exatamente por isso que nossas atividades primam por trabalhos de base muito minuciosos...

Helder Resende – Tão minuciosos que envolvem questões operacionais aparentemente simples, mas de grande impacto, como o funcionamento de nobreaks (equipamentos que, entre outras funções, alimentam dispositivos elétricos através de uma bateria caso haja queda de luz). Se faltar esse aparelho em um Ponto de Atendimento (PA), ele se submete ao risco de paralisia operacional, já que o fornecimento de eletricidade pode parar em um momento ou outro. As consequências disso acabam sendo grandes. São elas que queremos evitar ao máximo possível. Fácil não é, falando assim. Por outro lado, há todo um suporte por trás daquilo que fazemos. Isso envolve desde normas, regulamentações e comunicados tanto do Banco Central quanto do Sicoob e da Central Crediminas; a treinamentos e capacitações constantes proporcionados pela cooperativa.
 

Vertentes Cultural – Então, podemos dizer que o Controle Interno e de Riscos acontece em várias esferas, com participação coletiva?

Helder Resende – Sim. Na realidade, há uma relação estreita entre os Controles Externos, que vêm das instituições acima de nós e o que realizamos no Interno. Aqui, na Credi, estamos ligados diretamente ao Conselho de Administração, assim como auxiliamos os demais conselhos. Ao mesmo tempo, atuamos junto a cada um dos 16 PAs, para otimizarmos juntos os serviços prestados aos associados, verdadeiros donos da cooperativa. Esse fator de união, aliás, merece destaque. Uemerson e eu não realizamos absolutamente nada sozinhos. Toda essa atividade de monitoramento constante, diagnóstico e ações preventivas vai muito além do que você vê nesta sala. Costumo dizer que, na realidade, o Controle Interno acontece em todo lugar. Num caixa de agência, por exemplo, se alguém vai pagar um cheque, precisa verificar se há assinatura, se o numeral escrito bate com a escrita em extenso, etc. Isso já é um controle e faz toda a diferença para a sustentabilidade da cooperativa. Aliás, nossa palavra-chave é exatamente cooperação.

Uemerson Oliveira – Até porque, nos baseamos em uma cultura de apoio mútuo em busca do bem maior. Tudo isso com foco na melhoria de processos. Um bom profissional aliado a ações eficientes, leva a resultados acima das expectativas para nós e para os associados. E exceto no caso das determinações legais e institucionais, que precisam ser seguidas à risca, rotinas operacionais de um Ponto de Atendimento podem inspirar as de outro. Forma-se um ciclo em que cada um mostra seu melhor e permite-se um intercâmbio extremamente positivo.   

 

Vertentes Cultural – É interessante mencionarem isso porque deixa claro o cuidado individualizado da Credivertentes com relação a cada um dos Pontos de Atendimento. Algo que se torna mais complexo na medida em que a cooperativa segue crescendo. A expectativa, por exemplo, é que de novos PAs sejam abertos em breve em Piedade do Rio Grande e Senhora dos Remédios. Como conciliar esse avanço à complexidade do Controle Interno e das características próprias em cada comunidade?

Uemerson Oliveira – Há uma cadeia de peças que se encaixam para isso funcionar. Primeiramente, importante lembrar que a Credivertentes não é um banco, mas é uma instituição financeira regulamentada pelo Banco Central.  Portanto, responde a ele ao mesmo tempo em que também é ancorada pelo Sicoob e pela Central Crediminas. Todos fncionando em consonância. Dentro da cooperativa em si, também existe essa lógica entre o Centro Administrativo e os Pontos de Atendimento. Sempre respeitando individualidades. Exatamente por isso é importante que visitemos cada agência e possamos vivenciar, lá, o cotidiano operacional. Isso acontece uma vez ao ano em cada PA, com duração de uma semana inteira antecipada por outra de levantamentos. Ao todo, verificamos 95 questões estruturadas e as informações dessas análises se transformam em relatórios e gráficos com diagnósticos para serem trabalhados em conjunto. Tudo buscando otimização.

Helder Resende – Esse processo é altamente dinâmico não só pelas informações que são coletadas e mudam o tempo todo, como também pelas transformações em legislações em que nos pautamos. O crescimento da cooperativa, que você mencionou, também influencia. Quando cheguei à Credi, atuava sozinho. Com a expansão dela, o Uemerson veio agregar. Além de cuidar dos PAs e auxiliar os conselhos, o Controle Interno presta contas, dá suportes a auditorias, é fiscalizado. Nosso monitoramento, portanto, é diário. Sempre considerando as demandas e especificidades de todos os agentes envolvidos, incluindo os próprios associados.

 

Vertentes Cultural – É aí que entra a Ouvidoria?

Uemerson Oliveira – Sim. Também somos responsáveis pelo atendimento às demandas recebidas nesse canal, que atende à Resolução 3.477 do Banco Central. O objetivo é assegurar a observância de todas as normas relativas aos Direito do Consumidor. Mas ao mesmo tempo, a Ouvidoria se torna uma fonte de comunicação entre a cooperativa e seus públicos, sempre de forma gratuita. Não se trata de um “canal de problemas”. É, antes, direcionamento para melhor conhecermos nossos associados/usuários e oportunidade de crescimento e melhoramento amplo de qualidade.

 

Vertentes Cultural – Em vários momentos da conversa vocês mencionaram grande respeito às questões legais. Sabe-se que nos anos 80, quando a Credivertentes surgiu, as regulamentações ainda beneficiavam o sistema bancário tradicional, em detrimento do cooperativista. Uma mudança gritante...

Helder Resende – Se antes havia essa perspectiva, hoje ela é inversa. Felizmente. Não quer dizer que as leis sejam fáceis ou brandas. No entanto, também não enxergamos as regulamentações dentro de uma cultura de repressão. Interpretamos que, na realidade, a quantidade e a força das normas aumenta na medida em que a importância das cooperativas também cresce no sistema financeiro nacional. E todos nós, aqui e nos Pontos de Atendimento, seguimos todas elas à risca para que a cooperativa siga sólida e sustentável.

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